> Alguns números brasileiros da saúde



Nos últimos 35 a 40 anos, o Brasil passou por uma impressionante transformação: de país rural à sociedade urbana e industrial; de 90 milhões de habitantes em 1970 para 190 milhões em 2010; deixou para trás índices vergonhosos de mortalidade infantil e analfabetismo; aumentou a média de idade dos brasileiros; apresentou significativos progressos na ciência e medicina; conseguiu controlar a inflação, tornando-se um dos países em plena expansão econômica. Paralelamente a esses fatores ocorreu uma impressionante mudança no padrão físico do brasileiro. Desde 1974, quando foi feita a primeira pesquisa que registrou peso e altura, a população tornou-se mais alta. O déficit de altura entre crianças caiu de 30% para menos de 10%, momento em que o brasileiro passou a ganhar peso.

E é aí que os números favoráveis passam a dar lugar à preocupação.

Pesquisa (IBGE) mostra que em todas as regiões do país, em todas as faixas etárias e em todas as faixas de renda aumentou contínua e substancialmente o percentual de pessoas com excesso de peso e obesas. O sobrepeso atinge mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos.

Segundo dados do IBGE, são 17 milhões de obesos no Brasil.

Para agravar o quadro, a prática regular de exercícios físicos está longe de fazer parte dos hábitos do brasileiro. Pesquisa de 2008 mostrou que apenas 10,2% da população com 14 anos ou mais tem alguma atividade física regular.

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde de prevalência de hipertensão arterial, são de que 35% da população brasileira com mais de 40 anos tem a doença correspondendo a cerca de 17 milhões de pessoas.

Diabetes atinge 10 milhões de pessoas com a doença. A incidência aumenta em adultos e adolescentes, tendo como principal causa o crescente aumento de peso.

Segundo o Ministério da Saúde, 50% dos brasileiros sequer sabem que são diabéticos.

Enfim, um dado positivo, o número de fumantes no Brasil  caiu para 15,1%. A informação consta da Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico do Ministério da Saúde, divulgada em abril de 2011.

Alguns fatores como: histórico familiar, raça e idade, que provocam a incidência dessas doenças não podem ser alteradas, mas a boa notícia é que a maioria dos fatores está sob nosso controle, como: dieta alimentar, peso corpóreo, consumo de bebidas alcoólicas, atividade física, fumo e estresse.

 

 

Emilio Marchetti e Márcio Macarini
Agosto/2012